domingo, 28 de setembro de 2008

_uma hora, o fim_

.pudera eu ter o poder da chuva, que une, por breves momentos, os separados pelo céu e a terra.

.ora.. alguns dias ausente (como se isso fizesse alguma diferença). Semana atarefada de mais para perder tempo na internet.



.o caso é que eles vão morrer. Eu sei que vão, todos sabem. Mas a situação está me incomodando. Hoje eu o vi depois de um tempo. Quase não resisti...
.quando eu estava indo, era final de tarde, o sol estava dando um tom nostálgico a tudo, algo que também me matava aos poucos. Eu o vi sentado no sofá, o sol pegando diretamente nos seus olhos azuis... olhos que representam toda força e firmeza.
.foi então que eu percebi, e um pedaço de mim se desfez, que ele vai morrer primeiro do que ela. Sentei ao seu lado, olhei as mãos firmes, querendo, acima de tudo que aquilo não acontecesse. Que nenhum dos dois morresse, mesmo sabendo o quão próximo esse momento está.

.quis morrer também.

.olhando tudo aquilo, toda aquela cena alegre, que mais parecia uma despedida, me lembrei de quando um demônio e congela o tempo-espaço no orfanato onde vivia. Nada mudou na cena da explosão, mesmo anos depois.
.como eu queria congelar aquele momento. Como eu queria que ficássemos todos ali, até que a minha força de vontade fosse perdida e aí, nada seria mais. Tudo seria etéreo.



E VOCÊ? O QUE FAZ QUANDO A MORTE TOCA SEU OMBRO E LHE CONTA QUEM VAI PARTIR?

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