quarta-feira, 5 de agosto de 2009

_milhas tortas :: linhas mortas_


Venta por aqui.


.há um junco no alto de um morrinho

.junco estúpido

.não há sonhos para você

.deita com o vento

.pois as rosas foram apanhadas e esqueceram de ti

.e o vento te acaricia

.enfim...


.


SEM MAIS DECLARAÇÕES

_inside_


Ouço passos que não vêm até mim. Rosas que jamais serão regadas.


.cada vez fica mais escuro, o frio só aumenta,
sinto as celulas do meu corpo doerem
elas pedem apenas um pouco de calor

.meus pelos se arrepiam e a visão se turva esporadicamente.
às vezes parece que meus braços não vão mais me impulsionar
e eu paro de ouvir qualquer coisa externa.

.ouviria meus pulmões se pudesse respirar
.mas ouço meu coração lutando para aquecer meus musculos.

.fecho os olhos por um instante
é o momento de paz que eu esperava antes de continuar.
escuto algo vindo do fundo da minha existência.

-Diz:
"á lífi
Kominn heim
Sæglópur
á lífi
Kominn heim
það kemur kafari"

.sorri.
"Á lífi..."
.abro os olhos e acabo minha busca

.vejo a pérola que fui buscar.
.eu desistiria do calor por ela

Eu desistiria da eternidade por ela

Se não soubesse que meu calor e minha eternidade
São tudo o que busco
Nela.


.


E VOCÊ? AGRADECERIA SE ESTIVESSE NO MEU LUGAR? CONHECE O MEU LUGAR?

_desapego póstumo_


Tudo - Novo - agora.
.


.fechar os olhos nos remete à lembranças
e abri-los também.

.meu peito nunca esteve tão apertado
minha garganta nunca foi tão seca.

.não sei se por fraqueza
ou vulnerabilidade
.as pessoas param
se cansam, temem, fogem,
desistem.

.um dia o ar nos deixou...
e depois de tanto tempo...

.esse novo turbilhão de emoções
torna confusa e infantil
minha mente tão cheia de suas próprias certezas.

.o que dizer, como dizer?
calo
abraço
sinto
sonho.

Falam por mim os meus braços inconscientes.

A boca, pagã, já não emite som. Não pode, não sabe.
Qual é mesmo o nome?

Os olhos brilham tanto.. um brilho desesperado
Sem voz para dizer ao mundo aquilo que os prende em tão singela beleza.

E minha mente,
calada, complacente,
sentencia em um canto isolado,
ainda sem nada dizer...

com prazer, eu deixaria de existir se não soubesse que isso se chama
-amor-
.
E VOCÊ? TEM NOÇÃO DO MEDO QUE TENHO? EU SEI O NOME DO QUE SINTO. E JÁ O REPETI.